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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

4 versos de Cristovam Pavia

«Na folha bailada / Levada / No vento, / Vai meu pensamento...»


As Folhas de Poesia Távola Redonda
(ed. António Manuel Couto Viana, 1988)

3 versos de Carlos Queirós


«Mal empregado privilégio, a fala, / Que traduz a verdade em que pensamos, / As palavras gastando em ocultá-la!»

«Clamavi ad te», Desaparecido (1935)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

3 versos de Francisco Alvim

«Em cima da cômoda / uma lata, dois jarros, alguns objetos / entre eles três antigas estampas»

in Heloisa Buarque de Hollanda, 26 Poetas Hoje (1976)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

3 versos de Manuel Alegre

«Era Setembro e não pensei / que os homens não cantavam lá nas verdes vinhas / da minha pátria onde a vindima é triste.»

«Do poeta ao seu povo», Praça da Canção (1965)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

4 versos de António Feijó

«Acorde místico e divino,  / Murmúrio lânguido de prece, / É como um som azul e branco, harpa e violino, / A tua voz que me adormece.»

«Aquela que veio tarde», Ilha dos Amores (1897)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

3 versos de A. M. Pires Cabral


«Sobe, não como outrora impelido / por remos nem por vento, / mas sim a poder de combustões.»


«Um barco sobe o rio», Douro: Pizzicato e Chula (2004)

3 versos de José Miguel Silva

«A poesia que foi tudo, é quase nada, / se não cura, não faz pão, não tira nódoas / do tecido social.»

«What use?», Walkmen (2007)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

2 versos de A. M. Pires Cabral


«Nasceu do chão do suor como um pomposo / cogumelo, e dele prosperou.»

«Solar em ruínas», Douro: Pizzicato e Chula (2004)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

4 versos de Pedro Tamen

«Apenas digo nomes:  tudo existe / muito senhor de si, / tudo existe insolente, / independente.»

 «Linneu» Analogia e Dedos (2006)

domingo, 17 de fevereiro de 2019

7 versos de José Agostinho Baptista

«Eu sei por que veio, o que quer, o que faz aqui, / mas tu ergues os cálices / tu olhas para ela e ofereces uma rosa e / repartes o pão / e depois adormeces e entras no túnel que dá / para as colinas de Deus, / para os seus mortos antigos.» 

«Agora», Agora e na Hora da Nossa Morte (1998)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

4 versos de Valter Hugo Mãe

«tão em descuido caiu / seu nome em meu coração / como pedra boca adentro / o silêncio morrendo» 
 
O Resto da Minha Alegria (2003)

3 versos de Roberto Piva

  [...] «os veterinários passam lentos lendo Dom Casmurro / há jovens pederastas embebidos em lilás / e putas com a noite passeando em torno...